Nível topográfico
É um aparelho composto de uma luneta astronómica, nivelas
esféricas e/ou tóricas e ainda parafusos nivelantes da base. Tem uma particularidade que o torna
especialmente apto à medição de desníveis, com ele é fácil materializar uma
visada horizontal. Atualmente, os níveis poderão ser óticos ou digitais.
Existem dois tipos de níveis óticos: níveis bloco e níveis de horizontalização
automática. No caso do nível bloco, a horizontalização da luneta é efetuada com
auxílio de uma nivela tórica colocada no montante da luneta.
O nível bloco tem como condição de construção o
paralelismo entre o eixo ótico e a diretriz da nivela tórica. O nível de
horizontalização automática é atualmente o mais utilizado, possuindo um
mecanismo interno que permite colocar a linha de visada perfeitamente
horizontal desde que haja uma aproximação à horizontal, o que se consegue com a
nivela esférica. Atualmente, surgiram os níveis digitais, aparelhos de grande
simplicidade de utilização. Recorrem a dispositivos de compensação semelhantes
aos dos automáticos. A principal inovação consiste na utilização de uma câmara
fotográfica digital e uma mira tipo códigos de barra.
Ao realizar um nivelamento geométrico é fundamental o uso de
um tripé, de um nível e de uma ou duas réguas graduadas:
1. Colocar o tripé no local desejado: deve-se assegurar que a
base fica numa posição aproximadamente horizontal. Os pés deverão ser fixados
ao solo.
2. Posicionar o nível no centro da base fixando-o, sem
forçar, por intermédio do parafuso que pode ser acedido pela parte inferior da
base.
3. Calar a nivela: os
níveis possuem uma nivela esférica, a qual deve ser calada apenas no momento em
que se coloca o nível no tripé.
4. Depois de
ultrapassadas as etapas anteriores, pode-se começar a efetuar as leituras sobre
a mira, devendo, antes de tudo, focarem a imagem e os fios do retículo usando
os parafusos apropriados.
http://www.lidel.pt/dcso/978-972-757-850-4_10_pag.pdf



